top of page

Momentos Olímpicos

  • 8 de ago. de 2016
  • 4 min de leitura

Essa é a primeira coluna sobre os jogos Olímpicos Rio 2016. E nesses dois primeiros dias de competição somada a abertura na última sexta-feira os momentos olímpicos vêm se somando e precisam ser ressaltados. Mais do que isso, carecem de ser analisados.

A abertura

Sem a pompa de Londres e Pequim (2012 e 2008 respectivamente) as Olimpíadas Rio 2016 não deixou nada, absolutamente, a desejar. Pelo contrário, sensibilizou e contou a nossa história. Mostrando a essência do povo, a cultura nacional e carioca evidentemente. Ressaltou nossas qualidades, mostrou nossas diversidades e diferenças e exaltou nossos feitos ao mundo.

Santos Dumont e seu 14 BIS, Tom Jobim e Vinícius e sua garota de Ipanema, o samba e sua velha guarda e o Brasil Tropical de Jorge Ben. Tratou com a devida leveza das mazelas sociais e alertou o mundo mais uma vez para as questões ambientais e a importância do mundo adotar a sustentabilidade para a conservação da vida de todos os habitantes deste planeta Terra.

Enfim, impecável.

Os Jogos

O Choro de Djoko

Foi a expressão máxima do que é ser um esportista e ter a real dimensão do que ele significa para muitos que o admiram. Seja por sua personalidade, por seu carisma e principalmente por seu talento e capacidade técnica indiscutíveis.

As lágrimas do sérvio revelam-se como uma frustração por parte do atleta para com o público que o acolheu.

A emoção de Djokovic se traduz naquilo que um dia o "pai" dos jogos na era moderna (Barão de Coubertin) chamou de espírito olímpico.

O nº 1 do tênis mundial deu um exemplo valioso. Mostrando a muitos que se dizem ser esportistas que o sucesso na carreira é muito maior que o ápice financeiro. E que este não pode sobressair a honra de representar sua pátria, seus fãs e seu público.

O Judô de Kosovo

Marcante. Fantástica e representativa a medalha de ouro conquistada pela judoca Majlinda Kelmendi.

Maior que sua conquista esportiva, foi mostrar a todo o mundo um país que sofre uma grave questão social. Já que em 2008, à revelia da Sérvia, se tornou independente. Contudo, não tem o reconhecimento como Estado pela União das Nações Unidas - ONU e consequentemente pelos países a ela filiados (ONU). Exemplo, o Brasil.

Tal feito só pôde acontecer por que Kosovo teve sua filiação ao Comitê Olímpico Internacional - COI aceita em 2014.

Que essa medalha de ouro represente ainda mais que o título de uma atleta. Que signifique uma mudança de perspectiva. Maior que o reconhecimento do êxito olímpico, será o conhecimento e a aceitação de Kosovo perante o mundo.

O Esporte Brasileiro

Para que eu avalizasse minha opinião acompanhei nesses dois dias de competição diversos esportes. Não vou tecer críticas ácidas a modalidades pouco tradicionais e recém praticadas neste país. Já que não seria coerente.

Pelo contrário, vou exaltar muito aqui a garra, a dedicação e os ótimos resultados conquistados pela a equipe de esgrima brasileira que alcançou por duas vezes a fase de quartas-final (espada/florete).

Como não mencionar, e se orgulhar, da façanha de nosso único medalhista, até o presente momento, Felipe Wu que conquistou uma medalha (prata) que não vinha desde 1920 no tiro esportivo.

Contudo, é preciso alertar o Comitê Olímpico Brasileiro - COB de que são necessários investimentos em esportes. Tanto para aqueles de pouco reconhecimento e os de maior tradição. Poderíamos obter resultados mais significativos, caso não houvesse tamanho déficit de estrutura (instalações adequadas descentralizadas para o desenvolvimento de modalidades esportivas), na renovação e revelação de novos talentos e na formação de comissões técnicas reconhecidamente capazes de preparar nossos atletas.

Não adianta uma preparação de 02 ou até 01 ano pré-olimpíada. Tal condição deve ser executada dentro do ciclo olímpico (4 anos de intervalo entre os jogos).

Esse são os segredos das grandes potências olímpicas que ninguém do COB e das autoridades políticas brasileiras conseguem ver. Ou melhor, fingem não saber. Estamos acumulando seguidos resultados pífios nesta e nas últimas edições das Olimpíadas e "sobrevivendo" de lampejos daquele ou daquela atleta.

Para exemplificar, que tal o Basquete (feminino e masculino), o Tênis, o Judô e a Natação.

Desde já, não aceito argumentos como idade e falta de maturidade. Ontem em algumas finais da natação assistimos estupefatos o britânico Adam Peaty (22 anos) vencer e bater o recorde mundial do nado peito em incríveis 57.13".

Puxando para os veteranos, assistimos Michael Phelps (31 anos) conquistar sua 19ª medalha de ouro no revesamento 4x100 livre. Ressaltando que Phelps foi o segundo a pular na piscina e entregar a liderança da prova ao nadador que o sucedeu.

Passou da hora em que o COB estabeleça novas diretrizes para o esporte brasileiro. Há de se definir parcerias com universidades, escolas (concessão de bolsas) no intuito de que haja um fomento pelo interesse e prática de modalidades esportivas. Sobretudo, olímpicas.

Algo similar como faz o Estados Unidos.

Do contrário, ressalto que continuaremos apresentando resultados inexpressivos como os vivenciados até o momento.

Futebol Brasileiro (masculino que fique claro!)

Eu nem deveria tocar no assunto. Já que resultado como o de ontem (0-0 contra o Iraque) é consequência da administração nababesca da Confederação Brasileira de Futebol.

Mas, vendo a indignação do narrador Galvão Bueno nas redes sociais me deu vontade de falar algo a respeito.

Primeiramente, eu concordo em cada palavra, ponto e vírgula usados pelo narrador em seu desabafo. Em segundo, é preciso ficar claro que os jogadores da seleção estão pouco preocupados com a camisa que vestem ou a pátria que "defendem" (salvo pouquíssimas exceções). Isto porque suas atenções estão voltadas as transações financeiras nas quais estão envolvidos e quanto de dinheiro irão para suas contas bancárias.

Nestes personagens (me recuso chamá-los de atletas) não serão vistos em nenhum momento um choro como o do Djoko, a garra e a emoção da Majlinda Kelmendi em defender sua pátria não reconhecida. Tão pouco a sede de vencer dos atletas norte-americanos.

Quadro de Medalhas (atualizado ao final das competições de ontem)

Fonte: site do globoesporte.com

Um recado, tentarei continuar a tweetar no meu perfil no Twitter (luisf_1908) os resultados "full-time" dos atletas brasileiros. Ontem ficou meio complicado, mas quando não for possível farei um apanhado a respeito do que rolou no domingo.

Retweetem nossas publicações e não se esqueçam de usar a hastag #veneradoolimpico

Por hoje é só. Em breve voltaremos com o Momento Olímpico.

Abraço!

Fotos: veja.abril.com.br / folhauol.com.br / esporte.ig.com.br / arredacao.com.br (respectivamente)


 
 
 

Comentários


  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle

Escolha e compartilhe:

Posts:

© 2015 por VENERADO POR MILHÕES. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page