Dizer ou não, eis a questão.
- Admin
- 29 de mai. de 2017
- 6 min de leitura

Fala Massa alvinegra!
Resumindo:
Resultado ruim. Ainda sim saímos no lucro por que a Ponte Preta mereceu vencer.
Dois gols em 6 minutos... Jogador andando em campo... E um segundo tempo pra esquecer!
Independente de tudo que aconteceu um só culpado, na cabeça do "torcedor". Nem preciso citar quem.
Mais uma vez o mais do mesmo. Os laterais comprometendo e parte da torcida "atrapalhando". E um acréscimo, jogador sem condições físicas complicando o time...
Destrinchando...
Outra partida lamentável dos senhores Marcos Rocha e Fábio Santos. As costas de um é uma via expressa, a do outro uma rodovia estadual. Aí quem até então se sobressaia não aguentou, andou e o Galo se lascou.
O que o Sr. Adilson estava fazendo em campo, no segundo tempo, se não reunia condições para estar jogando?
Com a resposta, aqueles que acham que o tal exame de CK pode determinar a presença deste ou aquele na cancha. Aliás, tal instrumento parece ser muito mais eficiente que o próprio jogador que conhece os sinais de seu próprio corpo.
Ah, mas o Roger...
Disseram alguns: "O treinador tinha que saber se deveria, ou não, escalar o jogador pois ele conhece a situação de cada atleta." Bom, eu fico aqui pensando com meus botões:
Se os departamentos de fisiologia e de preparação física do clube não deram nenhum parecer ao treinador durante todo o período que antecedeu a realização do jogo, quais seriam as formas do comandante descobrir se o jogador estava, ou não, em condição de atuar?
Antes, um parêntese:
Pela tese do Beto Guerra da Web rádio Galo, com qual tive um bom debate de ideias pelo Twitter, jogador algum se acusaria quanto a não estar na melhor forma para jogar futebol sob a pena de ser sacado do time e perder a titularidade...
Feita a ponderação necessária e a não comunicação dos departamentos do clube citados, vamos as possibilidades do Roger descobrir se o Adilson teria ou não condições de jogar o segundo tempo da partida contra a Ponte:
1- Ter o poder de entrar na mente do jogador e saber exatamente o que ele estava sentindo;
2- Ter a visão de ressonância magnética e identificar a iminente lesão simplesmente olhando para o jogador. Lesão esta, confirmada e divulgada a pouco pelo setorista Léo Gomide, que afasta o atleta por tempo indeterminado;
3- Por fim, uma bola de cristal que lhe apontaria o Adilson tentando correr atrás do atacante e mal conseguir sair do lugar.
Ora bolas, desde quando e quem foi que disse que jogador não pode chegar a alguém da comissão técnica, fisiológica ou física de um clube e falar que não está em condições?
Se isso está acontecendo no Atlético voltamos a era da pedra lascada meus amigos!
Adilson não poderia ter dito ao Roger ou a qualquer outro membro da comissão?
Dizer ou não, eis a questão:
A resposta: - Claro que sim! Deveria e não o fez.
Prejudicou o time no domingo, agora para por tempo indeterminado e de quebra, coloca o "telhado de vidro" do técnico apontado para as pedras pontiagudas. Prontas para serem atiradas pelo "torcedor".
Entre aspas por que tem gente se dizendo, ou se passando, por atleticano contando com insucessos em campo para fazer campanha, em rede social, por queda de treinador. Ainda que sabidas são as opções que temos no mercado...
No estádio, estão mais atrapalhando de que ajudando...
Primeiro, por que até hoje não conseguiram entender que o "Galo Doido" morreu e foi enterrado ainda em 2014. Segundo, devido o custo de saber que o Atlético de 2017 é um time que cadencia mais o jogo. Valoriza a posse de bola, que objetiva jogar com linhas mais próximas e que o seu comandante prima pelo jogo coletivo. Onde todas as peças tem papel fundamental para que o ataque e a defesa funcionem com perfeição.
A medida que a "torcida" manifesta sua impaciência nas arquibancadas, o time passa a ter dificuldade em executar o que o comandante determina. E isto está atrapalhando em muito. Deixa a equipe jogar da forma pela qual foi treinada.Se ao final o resultado não vier, aí você vaia, rasga a camisa, xinga faz o que quiser.
Enquanto a bola estiver rolando pare de aporrinhar! Porque é isto o que você está fazendo.
Se não está satisfeito com o Roger. Faça-me o favor de ficar em casa. No dia do jogo estoure uma pipoca, ou peça uma pizza. Assente-se no sofá e use seu celular para cornetar. Agora, quem for ao Horto ou ao Mineirão que vá para torcer. Mas vá sabendo que o time mudou e que estamos em 2017 e não mais em 2013.
Entenderam ou eu preciso desenhar?
Agora vamos falar de futebol... Ou melhor, da falta dele.
Fábio Santos e Marcos Rocha... O primeiro se comporta como ala, chega bem a linha de fundo. Logo depois peca como lateral por que não acerta um cruzamento (rasteiro ou aéreo) e não retorna... Voltar até que volta, mas de carroça. É uma dificuldade para recompor defensivamente que dá vontade de chorar.
Já o Rocha é aquela coisa. Tem velocidade e recompõe um pouco melhor. Mas eu nunca vi um lateral que só cruza da intermediária. Não chega a linha de fundo nem com promessa. Parece que tem medo da bandeira de escanteio ou da linha da grande área... Sei lá o que acontece.
Ruim com eles, pior sem eles?
Se pensarmos nos reservas imediatos e nas possibilidades de improvisação entramos num dilema complicado... Espia só:
Sai Marcos Rocha, entra Alex Silva ou Gabriel deslocado pela lateral. Já pensou?
Sai Fábio Santos, entra Danilo. Até aí ok. (ainda não foi testado na sua posição de origem)
Sai Fábio Santos, entra Leonan. Na minha opinião tá verde, mais muito verde para assumir esse posto.
E você o que pensa. Faria as trocas ou parte delas?
Na zaga a inconstância permanece...
Ora Gabriel, num outro jogo Felipe Santana. Só um joga bem.
Em algumas jornadas, ambos vão mal!
Um bom exemplo para ilustrar foi o jogo contra o Paraná, pela Copa do Brasil. O Santana faz aquela falta desnecessária frente a grande área. Gol de empate. Depois, o Gabriel não consegue cortar o cruzamento que deu origem ao segundo gol paranista.
Do meio pra frente a coisa vem regulando...
Mas como é de praxe, a torcida já começou a reclamar por que o Fred não vem marcando gols... Não interessa se ele está se doando pela equipe, se faz bem o pivô pra quem vem de trás. Tão pouco se está dando excelentes assistências.
Elias mais consistente. Robinho voltou a atuar bem, Cazares também.
E por falar no equatoriano...
Tá aí um bom motivo para uma crítica fundamentada e construtiva ao senhor Roger Machado.
Porque substituir somente o Cazares hein? É o jogador de criação meu treinador.
É aquele que pode ser o diferencial quanto a um passe (apesar de ser, em muitas oportunidades, barbantinho), numa finalização de média e longa distância, numa jogada individual pela habilidade.
Tá na hora de rever certas escolhas.
As substituições de sempre!
Entra Maicosuel, Otero e as vezes o Rafael Moura...
Nessa eu concordo com o Beto Guerra. Tá muito previsível Roger!
Cadê o Marlone? Não foi pedido seu a contratação dele? Então vamos usar melhor esse banco de reservas comandante.
E o Valdívia? Sai no BID ou não sai Atlético?
Com Cazares e Otero convocados por suas respectivas seleções, cadê o jurídico do Galo que não regulariza logo o Valdívia?
Tão esperando o quê mediante o panorama que se apresenta para os próximos jogos. Vamos trabalhar aí pô!
Outro parêntese...

Enquanto elenco profissional derrapa pelos campeonatos nacionais a base atleticana avança. O sub-20 em território nacional é semifinalista da Copa do Brasil enquanto que na mesma categoria é tetracampeã na Holanda, no torneio de Terborg.
Confira a campanha:
Atlético 2-1 AZ Alkmaar Attram De Visser 0-1 Atlético Club Brugge 1-1 Atlético Atlético 0-0 Manchester United (5-4 nas penalidades máximas) Atlético 2-1 Ajax Cape Town
Ainda disputaram o torneio o Flamengo e o De Graafschap da Holanda.
Parabéns aos garotos e ao André Figueiredo (coordenador das categorias de base do Atlético).
A quem fiz críticas nesse blog por entender que a base não cumpriu até então com seu dever de revelar, em maior número, jogadores com qualidade para suprir as carências do elenco profissional.
E pra encerrar...
O que será do amanhã? Responda quem puder...
Com a saída de Adilson chance para Yago ou Ralph e a manutenção do esquema? Ou teremos mudanças na forma do Atlético atuar? Com a resposta, o tempo e os treinamentos até a partida da próxima quarta. Jogo de volta, contra o Paraná Clube, pela Copa do Brasil.
O que me mantém otimista foi a coletiva do Roger ao final do jogo. Isto porque logo se percebe que ele não está nem um pouco satisfeito com o rendimento do time. Se você não assistiu, confira aqui no Venerado.
Eu acredito, vamos Galo!
Fotos: Flickr Oficial do Clube Atlético Mineiro
Fonte dos dados do torneio de Terborg: Site Oficial do Clube Atlético Mineiro (http://www.atletico.com.br/atletico-e-tetracampeao-na-holanda/)