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Tá ruim, mas tá bom.

  • 6 de jun. de 2017
  • 8 min de leitura

Antes de abordar os assuntos do primeiro post da semana eu queria me justificar junto aos leitores e amigos deste blog. Como todos sabem as colunas no Venerado são publicadas, salvo algumas excepcionalidades, nas segundas e quintas-feiras.

Ontem por motivos profissionais, não me restou tempo suficiente para a produção de um texto e sua posterior publicação e divulgação.

Colocada a questão gostaria de me desculpar perante a todos que nos visitam e curtem o nosso trabalho. Queria eu que fosse a última vez. Entretanto, inevitavelmente não será.

Mas seja como for, sem texto nossos leitores não ficarão!

Bom, esclarecida a situação vamos falar do que importa. Futebol!

Dentro e fora dos gramados já que assuntos não faltaram no intervalo entre as nossas publicações.

Palmeiras x Atlético

Sobrou transpiração, faltou inspiração.

Vi um time muito travado em campo. Em muito pelo evidente esgotamento físico de alguns jogadores.

Além do cansaço, algumas peças não funcionaram muito bem. A linha com os três meias-atacantes (Otero, Cazares e Robinho) não conseguiu jogar. Ora pela boa marcação proposta pelo time paulista e pelo fato do Atlético rifar em demasia a bola.

No primeiro tempo o Atlético abusou da ligação direta. Me fez lembrar a pior característica que o finado esquema "Galo Doido" tinha:

Bico pra frente e pernas pra quem te quero!

Nas poucas vezes em que a bola parou no campo ofensivo, foi preciso que o Fred, na função de pivô, a dominasse. Já que Otero, Cazares e Robinho não tem altura pra isso. Pra dificultar mais um pouquinho, o centroavante alvinegro era vigiado de perto pelo Mina e por Edu Dracena.

Um parêntese:

O Fred tinha que disputar a bola rifada com os zagueiros palmeirenses e ainda sim, houveram aqueles que o criticasse por estar jogando fora de posição. Eu prefiro elogiá-lo por dois motivos:

Primeiramente pela entrega em campo. Já que os jogadores de meio só estão tendo seu futebol evidenciado pela dedicação ao time do nosso camisa 9. Que fica de costas para os zagueiros adversários preparando a jogada pra quem vem de trás.

Segundo porque ainda que não esteja marcando vem sendo responsável por muitas assistências. Sendo assim, vamos maneirar com as opiniões infundadas e exageradas.

Só mais um pitaco...

Mais uma atitude digna de aplausos do nosso Fred. Eu não vou falar mais nada, a foto "diz" por si própria. Pode ter certeza @fredgol9 que o garoto Bruno jamais se esquecerá o seu ato. E que nosso Senhor Jesus Cristo ouviu cada palavra pronunciada em seu pensamento no seu momento de oração em intenção ao garoto.

No segundo tempo o time melhorou. E só alcançou tal patamar por que passou a ficar mais com a bola e valorizá-la. Com o fim da ligação direta (que beneficiava somente a defensiva alviverde) o Galo passou a ter bons contra-ataques e passou a incomodar o Palmeiras.

Com a bola no chão o futebol do Cazares apareceu e foi justamente ele quem criou nossas melhores oportunidades na partida.

As alterações

Entendi como boas as avaliações propostas pelo Roger. A entrada do Rafael Moura no lugar do Fred se justificou, principalmente, pela condição física do mesmo.

A entrada do Valdívia no lugar do Robinho deu mais consistência e preencheu melhor o meio campo alvinegro. Ademais, o camisa "poko" 20 do Galo somou muito quanto aos contragolpes.

E o Maicosuel no lugar do Otero para ter mais uma válvula de escape. Mas, não diferente dos últimos jogos o quase certo reforço do São Paulo não se houve muito bem.

Outro parêntese:

E por falar em Maicosuel... O mesmo está de malas prontas para jogar no tricolor paulista.

E tal saída vem dividindo opiniões. Na minha análise existem prós e contras.

Dentre os prós, o atual momento do jogador.

Primeiro porque não vem rendendo o que se espera. Segundo por ser um jogador com limitações técnicas evidentes.

O fato de correr com a cabeça baixa e consequentemente não observar a melhor jogada, ou uma finalização a ser feita, é algo difícil de se compreender no futebol contemporâneo.

Quanto aos contras, acredito que a principal questão está relacionada ao esvaziamento do elenco. Restritamente a algumas competições como a Libertadores e a Copa do Brasil.

Aliás, a respeito da competição sul-americana eu tinha uma dúvida logo dirimida pelo Léo Gomide (setorista do Atlético), ao qual agradeço publicamente.

A questão era quanto ao Galo estar perdendo um jogador e se outro atleta poderia ser inscrito em seu lugar especificamente. Ou seja, à parte dos três nomes da lista inicial que poderão ser alterados por outros.

Prontamente foi esclarecido de que a vaga, hoje ocupada por Maicosuel, e caso seja confirmada sua saída, entra na lista dos três nomes que poderão ser modificados.

De forma que Marlone, Alex Silva, Roger Bernardo e Valdívia continuarão a concorrer somente por estas três vagas. Consequentemente, um ficará de fora da Libertadores.

Por falar nisso...

Fiz uma enquete no Twitter para saber qual a preferência do torcedor atleticano quanto quais jogadores figurariam, e quem ficaria de fora, na lista para a segunda fase da Copa Libertadores.

E os números me surpreenderam bastante. Principalmente pelo fato de que o time, no atual momento, só conta com um lateral direito de ofício no elenco. Vamos a eles:

Marlone e Alex Silva dividem (cada um com 47% dos votos) a preferência do torcedor que participou da enquete para ficarem de fora da nova lista da Libertadores. Enquanto que para outros 6% Valdívia ficaria de fora. Interessante é que Roger Bernardo (que era a outra opção) não recebeu nenhum voto.

Voltando ao jogo contra o Palmeiras...

Outra partida muito consistente de Felipe Santana. Vem crescendo de rendimento a cada partida. Aos poucos vem consolidando sua posição no time. Senão como titular (quando Léo Silva estiver em condições de jogo), mas como primeira opção quando for necessário.

Mais um na conta do Santo...

Victor mais uma vez foi decisivo. Pegou um pênalti, na minha opinião equivocadamente assinalado pelo juiz já que não vi força demasiada na ação do Fred que justificasse tamanho salto do Edu Dracena, e salvou o Galo da derrota.

Agora sem parêntese... Só crítica mesmo.

Que papelão alguns que se dizem atleticanos fazem...

Aqueles mesmos que tempos atrás criticaram e até execraram o arqueiro alvinegro pelas falhas na partida de ida das oitavas de final, contra o Paraná Clube, pela Copa do Brasil são os mesmos a bajulá-lo quando completou-se 4 anos da defesa emblemática contra o Tijuana que nos levou as semifinais da Libertadores de 2013.

Coisa de gente frustrada, de memória curta, cérebro limitado e ingrata. Só conseguem se ater ao fato recente e se esquecessem facilmente de toda uma história construída.

Por mais coerência, gratidão e respeito a quem honra a nossa camisa!

Voltando as atuações...

Boa atuação do Alex Silva. Aproveitou muito bem a oportunidade que a ele foi dada.

Seguro defensivamente e bem nos momentos ofensivos do time.

Acredito que subirá de produção a medida do passar dos jogos. Sobretudo, no que tange do entrosamento com o grupo.

Tá ruim, mas tá bom

Ruim se consideramos a posição na tabela (17º lugar). Ao contraponto de que empatar com o Palmeiras no Allianz Parque é sim, um ótimo resultado.

Agora é vencer o Avaí amanhã, 19:30 no Horto para começar a avançar na tábua de classificação. O primeiro passo precisa ser dado amanhã já que a sequência dos próximos três jogos é bem acessível a vitórias.

Se conquistados 9 pontos contra Avaí (em casa), Vitória (fora) e Atlético Paranaense (no Horto) respectivamente estes nos levarão a 12 pontos (computados os 3 já conquistados). E dependendo do rendimento dos primeiros colocados, podemos voltar à "briga" pelas primeiras posições.

Fora das quatro linhas

Sim. Fora dos gramados o assunto não pode ser outro senão o estádio.

Após Daniel Nepomuceno anunciar que o Atlético já dispõe dos investidores necessários a construção da Arena do Galo muitos são os comentários acerca. Junto deles, aumenta a expectativa do torcedor.

Eu vejo com muito bons olhos o erguimento da nossa casa. Pois acredito que junto dela subiremos de patamar. Contudo, tudo precisa ser analisado com muita calma e critério. E essa postura precisa ser adotada pelo Conselho Deliberativo do clube.

Já que somente com a aprovação deste, o estádio sairá da maquete e do papel.

Nepomuceno precisa ser sabatinado com eficiência. Tudo precisa estar preto no branco.

De onde sairá cada centavo gasto e quais ônus recairão sobre o Atlético. Me refiro a todas as etapas, desde a construção até a operacionalização do estádio quando pronto.

O que será arrecadado pelo Galo? Quais serão as participações do clube nos jogos e em eventos, sem relação ao futebol, ora realizados na arena? O que caberá aos investidores e parceiros na nova casa alvinegra e fora dela? Nesse caso em particular, me refiro a Multiplan que hoje gere e explora comercialmente o Diamond Mall.

Aliás, shopping que pertencerá 100% ao Atlético ao final de 2026.

Daniel e seus parceiros (Multiplan, MRV Engenharia, Ambev e o Banco BMG) deverão ser muito claros quanto suas intenções, direitos e obrigações. Pois erguer algo da magnitude de um estádio, bem como arcar com os custos operacionais que tamanho empreendimento tem não é algo com o que se brincar.

Dos 420 milhões orçados para a construção da arena o jornal O Tempo, em sua edição online do dia 05 de junho, esclareceu como se dará a captação deste recurso:

- 84 milhões (correspondente a 20% do total) será arrecadado por parcerias. Ou seja, empresas interessadas em vender ou explorar seus produtos na nova casa atleticana.

Ainda de acordo com a publicação, o Atlético já teria acertado parcerias com empresas para as áreas de estacionamento, bebidas e alimentação. Seriam elas respectivamente:

Estapar, Ambev e BRF Brasil.

Tais empreendimentos teriam a concessão de 30 anos*

*Apesar da definição das empresas e do período de uso para a exploração e venda de seus produtos. Ainda não estão definidos o percentual da participação do Atlético em cada um dos serviços ou produtos oferecidos por tais parceiros. Tais valores serão ainda discutidos e farão parte da operacionalização do estádio.

- 126 milhões (30% do total) virão dos Naming Rights (empreendimento que dará nome a Arena)

Segundo a matéria, a MRV Engenharia que também cedeu o terreno localizado no bairro Califórnia para a construção, pode colocar seu nome no estádio alvinegro.

Isto, caso o clube não encontre nenhuma outra empresa interessada em "batizar" a arena atleticana.

- Outra fonte dos recursos necessários viram dos torcedores do Galo. Para tal, a diretoria atleticana prevê a venda de 5.000 cadeiras cativas ao valor de 30 mil reais cada. O que garantiria outros 150 milhões necessários à erguer o estádio (35% do valor necessário)**

**Cedida ao torcedor comprador pelo período de 15 anos.

Nesse tocante, acredito que o Conselho Deliberativo precisa ter um cuidado em especial. Nepomuceno precisa dar provas viáveis de que tamanho valor pode ser sim levantado com o apoio do torcedor. Tudo carece de uma análise minuciosa.

Desde as estratégias do clube para tal intuito, até o levantamento do número de atleticanos em condições financeiras de fazer tal aporte ao clube. O que não pode, em hipótese alguma, é o Atlético ter que vir a recorrer a empréstimos financeiros para suprir um erro de avaliação nesse sentido.

Tal situação seria desastrosa mediante os parcelamentos de dívidas que o clube hoje honra. Dentre outras tantas que, no momento, estão sob judice. Mas que em algum período o Atlético terá que arcar com elas.

- O restante, cerca de 60 milhões que corresponde a 15% do valor total, virão de um novo acordo a ser feito com a Multiplan. Empresa que administra o shopping Diamond Mall e que tem seu contrato de exploração (que é de 30 anos a se contar da fundação, 1996) do mesmo findando-se em 2026.

Importante mencionar que na questão do Diamond Mall há um aspecto fundamental. E por isso, carece de uma avaliação minuciosa do Conselho Deliberativo:

Com o passar dos anos, o Atlético passou a ter uma arrecadação progressiva no centro comercial. Sendo que em 2016, segundo vinculado pela reportagem do O Tempo, o shopping rendeu 9 milhões ao Galo.

Em face, as questões ao Conselho precisa apurar junto a diretoria atleticana são:

- Caso o Atlético renove o período de exploração do Diamond Mall a Multiplan isso será por quanto tempo?

- Isto implicará em redução dos valores arrecadados pelo clube? Em quanto?

Pra encerrar...

O estádio não pode ser tratado como uma coisa simples pois não o é. Tudo precisa ser colocado na ponta do lápis. Cada receita, cada custo.

E isto não passa somente quando estiver em operação, mas sim desde o seu planejamento.

Pois qualquer erro de cálculo, ou fator desconsiderado, pode implicar em danos incalculáveis aos cofres e a imagem do clube. Arranhando, ao invés de agigantar ainda mais, o Clube Atlético Mineiro nos cenários nacional e mundial.

Responsabilidade senhores conselheiros!

Saudações Alvinegras!

*Fotos: Flickr Oficial do Clube Atlético Mineiro / Jornal O Tempo - edição online respectivamente

*Fontes consultadas: Edição Online do Jornal O Tempo de 05, de junho de 2017


 
 
 

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